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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013



Minha homenagem ao nenê que não está mais aqui, na Ronronaria.
Mal tinha aberto os olhos; estava começando a abrir os canais  auditivos pra me ouvir chamá-lo de "meu amor". Não conheceu o barulho excitante de uma bolinha saltitando pelo piso da casa e sequer teve tempo para ganhar um nome. Mas afeto...sim! Afeto ele teve.
Ele agora foi ronronar lá no céu, junto da mãezinha e do irmãozinho dele.
Nana neném. Descansa em paz.Um dia a gente vai se encontrar.





sábado, 16 de fevereiro de 2013

"Só duas vezes"

Uma linda surpresa no meu dia...
Ao pesquisar, incansavelmente, pela net artigos sobre proteção animal, saúde, etc... me deparei com o site do Cláudio Cavalcanti e sua luta pelos direitos dos animais no Rio de Janeiro.
Mas algo me chamou muito a atenção...e não pude resistir : publiquei aqui um texto que me arrancou muitas lágrimas e suspiros que só quem ama gatos compreende...espero que gostem!


                         "Só duas Vezes


Maria Lucia Frota Cavalcanti
(Crônica publicada no livro "Amando os gatos com todas as letras", Editora Top. Co. Multimeios, 2003)
 

Como sempre em nossas vidas, nossa família quadrúpede era mais numerosa que a bípede. Três cachorros e uma gata eram nossos proprietários. Todos eles apanhados na rua. Todos eles maravilhosamente diferenciados, com suas personalidades distintas, seus defeitos distintos e sua qualidades distintas. Minha filha, Lu, estava com 4 meses e há 15 dias uma febre resistia bravamente aos cuidados de dois pediatras.
Diante da tenacidade da febre, um deles achou indispensável providenciar um hemograma complicado que exigia a vinda de um terceiro pediatra, esse, especialista em coleta de sangue em bebês.
Na hora marcada, já sabedores que cachorros não admitem violências contra suas propriedades, tratamos de prender os três caninos.
Não nos preocupamos com Agatha, que era gata e toda preta, com olhos verdes e enormes bigodes brancos.
Agatha não gostava de gente, excetuando-se nós.
Cultuava com coerência uma esquizoidia invejável e soberana.
Qualquer ligeiro barulho antecipador de uma presença estranha, e desaparecia majestosa e digna para dentro da gaveta escolhida no armário que aprendeu a abrir.
Chegou o pediatra. Cachorros presos. Nós horrorizadas mas conformadas com a inevitabilidade da tal coleta.
Na veia.
É difícil pegar veia de bebês. Mas, o pediatra era especialista exatamente nesta prática.
Minha filha foi colocada sobre a bancada do seu quartinho. Lugar ideal, distante de sustos. Nele aconteciam, todo tempo, coisas agradáveis. Eram trocadas as fraldas, mamadeiras eram tomadas, atividades pós-banho, talco, colônia, carinhos.

Fiquei eu de um lado e minha mãe e minha querida babá do outro. Todas nós corajosamente caladas, mudas.
A porta do quarto estava aberta e dava para um corredor muito grande.
O médico, de costas para esse corredor, grave, começava os procedimentos. Instrumentos primeiro. Seringa, agulha, frascos, garrote. Éter. O primeiro toque e o primeiro chorinho.
Éter é frio. Tudo bem. Passou. Vai ser rápido. É só uma picadinha. Pronto. E não foi encontrada a veia. Um choro mais barulhento e mais longo. Nova tentativa. Sangue, e veia nada.
Uma segunda picada, agora berros e berros e nada. Nada de veia. Terceira picada. Mais berros. Alguma coisa, lá no fim do corredor, se mexeu, mas, no tumulto, não consegui distinguir o que era, e minha filha aos berros cada vez mais convulsivos, o médico querendo continuar, querendo que a contivéssemos com mais força, tudo muito rápido, nós todas querendo matar o médico. E quando eu ia abrir a boca para mandar parar tudo, veio o salto. Impôs-se o salto.
Bíblico, avassalador, preciso.
Agatha, mais preta ainda, o triplo do seu tamanho, pupilas faiscantes, pulava, garras expostas, fauces escancaradas, na direção exata da carótida do doutor.
Ninguém viu como chegou nem como armou o bote.
Quando atacou, o objetivo já estaria consumado se, no puro reflexo, eu não conseguisse desviar o vôo. Porque era um vôo, e de rapina.
Consegui evitar.
Pensei que tivesse conseguido evitar.
O médico paralisado, seringa na mão, estava lívido.
Segurando Agatha com força, pelas quatro patas - como quem vive com gatos sabe como fazer nessas horas - a coloquei para fora do quarto e fechei a porta.
Meu coração batia em compasso com o dela e disse um obrigada baixinho. 
Nesse momento, já não havia a mais ínfima possibilidade de permitirmos que qualquer tipo de qualquer coisa fosse coletada.
Queríamos o médico fora, já que não tinha sido sangrado pela nossa heroína.
Mas, noblesse oblige - talvez outro dia doutor, o bebê precisa descansar um pouco, talvez amanhã - e nós três fomos empurrando o senhor para perto da porta, aberta a porta, pelo corredor; findo o corredor, para o hall, ele relutante - o elevador chegou, doutor - e foi aí que percebeu-se que tinha esquecido a maleta.
Despencamos as três, tropeçando uma nas outras, correndo para pegar a maleta.

E então deu-se o inevitável.
Agatha, implacável e insatisfeita na sua vingança, reapareceu.
Maior ainda. Dessa vez em cima do piano e a 10 cm da cara do médico.
E nós no meio do corredor.
Nada entre ela e ele.
Nós três aos berros.
Agatha! Agatha!Agatha!
Agatha do piano para o chão. o médico do meio do hall para o canto da parede.
E foi uma mordida só.
Já era outra a intenção de Agatha. Profilática agora.
Não era mais preciso eliminar o inimigo. Bastava a certeza de que desapareceria para sempre.
Foi uma mordida como eu nunca pensei ver um gato dar. Uma mordida cool, calma e determinada. No tornozelo. Dada com dignidade e moderação.
Quando alcançamos o local do conflito, ela já se retirava. Com o rabo alto.
O médico, vencendo sua absoluta perplexidade, se atirou para dentro do elevador sem emitir um único som.
Também em absoluto silêncio, voltamos as quatro pra o quarto.
Agatha comandava a tropa. Ia na frente e nós três atrás.
Pulou para a bancada. Fez um reconhecimento completo do terreno.
Com método cartesiano verificou cada milímetro do corpinho de minha filha.
Ainda eriçada, mas já emitindo ruídos delicados, gentis, lambeu o que achou que devia ser lambido. Acomodou-se bem juntinho do nosso neném e olhou para nós, já calma e em paz.
Tinha plena consciência de ter cumprido o seu dever.

Quinze anos se passaram em nossas vidas e na de Agatha.
O episódio em nada mudou sua visão de mundo. Continuou a se retirar para a sua gaveta sempre que indesejáveis rondassem a área.
E então meu pai morreu. Morreu em casa, como queria, com seus desejos respeitados. Como pediu, em casa foi velado.
Durante a noite a casa estava cheia. Família e amigos. Gente. Muita gente.
Por coincidência, a cama fowler em que passou seus últimos dias foi instalada no quarto que tinha sido de minha filha bebê.
A cama estava também de frente para o corredor como, há quinze anos, tinha estado a bancadinha.
Também eu, também por coincidência, estava na mesma posição, de frente para o grande corredor.
E vi então surgir a Agatha.
Devagar. Ritmada. Passou por todos e saltou outra vez.
Salto esse também absolutamente preciso, mas, dessa vez, dado com delicadeza. Saltou para o peito do meu pai morto.
E lá ficou até o fim, até o último minuto, até quando de lá foi retirada pelo Cláudio, a quem, pela primeira vez, esse gesto foi permitido, e a quem Agatha, a partir daquele momento, adotou integralmente, até o último dia dos 23 anos que durou sua linda vida.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Gatinho órfão

"Face a uma ninhada de gatinhos órfãos, por abandono ou morte da progenitora, o criador deve suprir a necessidade das crias".
Posso garantir que isso não é uma tarefa fácil.Mas não é impossível.
"Em primeiro lugar, será necessário substituir o colostro se os animais não o tiverem ingerido e seguidamente aleitar os gatinhos."
Os gatinhos não têm reflexo de urinar e defecar antes das 2 ou 3 semanas de vida. É essencial estimular a região do períneo desses filhotes com algo que imite o comportamento de lambedura da mãe.Você pode usar um paninho úmido, ou gaze, ou algodão.Lembre-se de usar água morninha, afinal a saliva da mamãe-gato tem a temperatura corporal dela.Tente imitar a língua da mãe, durante o horário da mamada.Neste período, sempre que o gatinho mamar, você terá que estimular a região genital dele.
Assim, você estará favorecendo o comportamento de micção e defecação dele.
Você pode fazer antes e depois de cada mamada; somente depois de cada mamada, ou durante a mamada.
Insista e não desista, pois mesmo que demore, o gatinho irá evacuar.
E fique tranquilo...as fezes de um gatinho recém-nascido são amarelas e moles.Isso é o normal.

Assegure os outros cuidados de higiene no lugar da mãe.
Use um paninho úmido com água morma para limpar o seu bebê gatinho.
Tente não interferir no sono do gatinho, pois nesta fase inicial, ele precisa dormir muito.
É bom para ele e para você que ele esteja dormindo boa parte do tempo!


Gatinhos recém-nascidos são muito imaturos: possuem reservas de Glicose reduzidas; são incapazes de regular sua temperatura corporal sozinhos até, pelo menos a terceira semana de vida e precisam se hidratar.
São os 3 "H" mais vulneráveis no início da vida de um gatinho.
Vamos evitar, então, a Hipoglicemia, a Hipotermia e a des(H)idratação.
O nível de glicemia do gatinho só poderá ser mantido através de refeições regulares.
A hidratação também é mantida com a alimentação, uma vez que o gatinho só mama.
Devemos lembrar que os rins ainda são imaturos e que as necessidades hídricas de um gatinho variam de 14 a 16ml por cada 100g de peso vivo.
Manter a umidade do ar em torno de 60% e as mamadas regulares são grandes aliados para a manutenção da hidratação do gatinho.
Durante o nascimento, a evaporação do líquido amniótico provoca uma hipotermia no gatinho.
Para se ter uma ideia da incapacidade do gatinho controlar a própria temperatura corporal , o reflexo de tremores(arrepios) só surge após o 6º ou 7º dia de vida.
O aquecimento do gatinho deve ser progressivo.No caso de gatinhos órfãos, é necessário lançar mão de um sistema de aquecimento complementar.
Garrafas pet com água quentinha e embaladas em pano macio e limpo, ajudam o gatinho órfão a se aquecer com segurança.
Bolsas de água quente, também embalada em pano macio, também são ótimos acessórios para manter o gatinho aquecido.
Vc pode colocá-los em caixas de papelão com esses acessórios e jornal por baixo de tudo e pode usar outro tipo de caixa, ou bolsa.
Desde que você acomode o gatinho perto dessa fonte de calor.Ele , naturalmente, é atraído pelo calor.Mas é importante haver um local menos quente dentro dessa caixa, para que o gatinho possa se deslocar em caso de calor excessivo, escolhendo  a temperatura certa para ele.
Não esqueça que, calor excessivo pode desidratar o pequeno.
Mas o calor é fundamental para o bem-estar do gatinho.
Basicamente, você deve agir em caso de insuficiência ou ausência materna da seguinte maneira:

Alimente seu pequeno órfão com leite substitutivo feito em casa ou industrializado;
Mantenha o gatinho aquecido;
Estimule o períneo a cada mamada.
Fazendo isso, você dá condições para que ele sobreviva.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Intoxicação por "chumbinho" e outros raticidas



"As intoxicações em animais de estimação são bastante comuns, sejam elas acidentais ou criminosas. O veneno mais frequente envolvido nesses casos é o "chumbinho", um poderoso tóxico que é comercializado ilegalmente. O "chumbinho" também é conhecido em algumas regiões como "raticida Japan" ou "mil gatos", por seu uso no combate aos roedores. Como o próprio nome popular diz, ele é tão eficaz na eliminação de ratos como a ação de "mil gatos".
Exageros à parte, realmente o "chumbinho" possui o mais tóxico dos venenos de sua categoria (carbamatos), porém, sua eficácia no combate às colônias de ratos é discutível. Isso porque, na hierarquia dos roedores, quem come primeiro são os ratos mais idosos. Os outros, vendo os mais velhos morrerem, não se aproximam mais das iscas envenenadas. Ponto para os ratos!
O "chumbinho" leva esse nome pela sua cor (cinza escuro) e formato (granulado), não tendo nenhuma relação com o metal chumbo. Sua composição tem como princípio ativo o aldicarb, um inseticida usado na agricultura para o controle de pragas. Desviado de seu uso original, oaldicarb é vendido ilegalmente, à granel, com o nome de "chumbinho", para o combate de roedores.
No entanto, a venda descontrolada e a falta de conhecimento sobre o poder tóxico do produto causa envenenamento em animais de estimação, adultos e crianças. Muitas pessoas e animais já morreram por causa do "chumbinho", que pode ser ingerido ou absorvido pela pele quando diluído em água. Ter um produto desses em casa é extremamente perigoso por ele não ter cheiro ou sabor. A curiosidade pelo formato de grãos leva crianças e animais à sua ingestão. São essas as principais vítimas fatais do "chumbinho".
Embora a substância principal seja o aldicarb, o "chumbinho" pode conter outros inseticidas (organofosforados) associados para potencializar sua ação.
O efeito do "chumbinho" em animais é bem rápido, aparecendo 5 a 10 minutos após a ingestão. Os sinais irão depender do tamanho do animal e da quantidade ingerida. Grandes quantidades podem causar morte súbita. Os sinais de intoxicação podem ser vários: salivação (o animal começa a babar), vômitos, diarreia, convulsão, inquietação ou prostração, incoordenação, tremores, falta de ar (dispneia), hemorragia oral ou nasal, fraqueza, pupilas contraídas, etc.. O veneno causa lesões nos pulmões, fígado e rins.
Um ou mais sintomas, associados ao histórico de uso de raticida "chumbinho" no ambiente é um alerta para levar o animal a uma clínica veterinária imediatamente. O fato do cão ou gato ter ingerido ou lambido um rato morto ou agonizante já é um alerta para a possibilidade de intoxicação. Fique atento!
Os gatos estão entre as vítimas fatais do "chumbinho", pois muitos deles saem para passear à noite, ingerem iscas com o veneno e são encontrados mortos pela manhã. O efeito do tóxico é muito rápido. Quem coloca propositadamente iscas com "chumbinho" (ou qualquer outro veneno) para matar o cão ou gato do vizinho não sabe que pode ser preso, pois infringe a Lei Ambiental! Além dele próprio estar correndo riscos pela manipulação e estocagem do produto.
Animais intoxicados são tratados com lavagem estomacal (até 2h após ingestão), sulfato de atropina para conter a maioria dos sinais causados pelo aldicarb, soroterapia para eliminar mais rápido o veneno, anti-hemorrágico, anticonvulsivantes, carvão ativado para evitar a absorção do tóxico pelo organismo, etc..

É crime comercializar o produto, e quem compra também está cometendo uma contravenção."
Colaboração: Cris Martin

O que eu considero uma dica importante é ter SEMPRE em casa um produto chamado ENTEREX.
Eu mesma já usei este produto em um dos meus gatos, quando tivemos por aqui uma suspeita de intoxicação. É usar e correr pro veterinário.Ele ajuda você a ganhar tempo.E vale lembrar que ele não substitui o exame e o tratamento do veterinário de sua confiança.Mas sabe aquele ítem na  caixinha de primeiros socorros do seu gato, que não pode faltar???





domingo, 3 de fevereiro de 2013

GRANULADO HIGIÊNICO (fonte:http://areiadegato.blogspot.com.br/)

O QUE É?

Em primeiro lugar, é preciso saber que AREIA de CONSTRUÇÃO  não é  extamente GRANULADO DE GATO.Ou que o granulado higiênico para gatos, vendido em Pet shop não é aquela areia natural, usada em construção civil.
A AREIA DE CONSTRUÇÃO PODE CONTAMINAR SEU GATINHO E SUA CASA com verminoses e bactérias, se for usada sem nenhum tratamento.
NÃO USE AREIA DE CONSTRUÇÃO, SEM TRATÁ-LA, EM SUBSTITUIÇÃO AO GRANULADO.

Para usar a areia(de construção) natural, você deve ter alguns cuidados:

Deve-se evitar as calcárias e duvidar se as de praias não vieram de esgotos e se as de construção não contem pedregulhos e diversas impurezas.
Para evitar maiores problemas o ideal é passar por um processo eliminação, seja térmico ou químico. Muitas pessoas lavam a areia e depois torram.
Existem boas areias que, após retiradas dos rios e de cavas passam por um forno industrial em alta temperatura para ficarem secas, são separadas por tamanho de grãos e vendidas em sacos de 20Kg, livres de resíduos, fungos, etc, que também seriam prejudicais em alguns ramos de construção. Apesar do baixo custo, rendem menos, não são higiênicas, não retêm o cheiro, não absorvem a umidade e dão trabalho pra limpar.
(Podem ser tiradas de construção, de praias, de morros)

Jornal/papel picado


Papéis bem pequenos e absorventes podem ser usados. Mas a mistura entre a amônia da urina e a tinta do jornal pode causar alergia de contato nos animais, formando feridinhas que não secam. Dão trabalho pra picar e a freqüência de limpeza é muito maior.
Entretanto, uma folha de jornal no fundo da bandeja por baixo de areias argilosas baratas pode ajudar bastante na remoção daquele torrão lamacento que se forma com a urina.



Panos, trapos, retalhos


Há quem tenha opções de conseguir retalhos de malha descartados de confecções.Mas eu não preciso comentar...Basta usar a imaginação para saber no que vai dar.

GRANULADOS


Granulado higiênico é esterilizado e tratado para proporcionar conforto e segurança à saúde do seu gato.
É claro que, na rua, os gatos não escolhem aonde vão fazer xixi e cocô!!!Mas, uma vez adepto da guarda-responsável, você tem obrigação de proporcionar um mínimo de cuidados com seu gato.E um granulado higiênico decente faz parte desse "mínimo".
Pois bem, existem vários tipos de granulados à venda.
Uns mais baratinhos que os outros.
Cabe a você escolher aquele que melhor se encaixa no seu orçamento e nas suas expectativas.
Os mais comuns são à base de :


ARGILA

(Bentonite; Esmectita)
São as opções mais baratas e mais facilmente encontradas por todo lugar. Mas não  são todas iguais. Além dos diferentes tipos de argila, muda o tipo de tratamento, a granulação, pureza, jateamento, além dos aditivos que são acrescentados ao composto.
Algumas são muito finas e levantam muita poeira, outras fazem muita lama ou formam torrões com a urina e se desfazem bem na hora de tirar com a pá coletora.E necessitam ser substituídas totalmente em um período curto de tempo.Para quem tem mais de um gatinho, a necessidade é aumentada.
Há diversas marcas e rótulos; em Pet shop ou Supermercados.Umas mais clarinhas e outras mais escurinhas; mais finas ou grossas, ou parecendo pedrinhas.Em embalagens que vêm desde 1,8 Kg a 4 Kg.



MADEIRA

Este é o granulado que uso aqui na minha RONRONARIA.

ATENDE ÀS MINHAS EXPECTATIVAS.





Há aqueles que usam serragem de madeira ; e também podem ser  uma ótima opção, DESDE QUE sejam de boa procedência. Mas, lembre-se: a serragem comum pode trazer tantos ou mais riscos que uma areia de má procedência, ou não tratada; já que, além dos mesmos riscos de virem acompanhadas de impurezas,  a madeira úmida pode atrair ainda mais bactérias e fungos.Além de pulgas e piolho. 

Existem grânulos a base de madeira que são esterilizados e picados em forma de pellets (não machucam o animal) e reduzem o mau cheiro, sem necessidades de aditivos artificiais. Alguns desses produtos podem inclusive ser descartados em vaso sanitário.

Mas, cuidado: esses pellets também devem ter boa procedência.
Agora que o homem está preocupado com o meio ambiente, vale ressaltar que esses pellets devem conter informações sobre a procedência dessa madeira.E não deve vir das sobras de marcenaria ou indústria de móveis, justamente por motivos de contaminação.
Eu mesma comprei um lote de pellets que vieram da extração de cana-de açúcar e foi uma das piores compras que fiz.O granulado não retém o odor e, em três dias, o cheiro ficou bem ruim.
Já usei diversas marcas de granulado de madeira e, excetuando-se esta, proveniente da cana-de-açúcar, gostei bastante.
Vale lembrar que eles são indicados para o uso em pratinhos de vasos de plantas no combate à Dengue.
Eu indico!



Farinha de mandioca


Crua ou torrada e de preferência grossa.
Eu mesma já usei aqui com meus gatos.Há pessoas que usam somente a farinha.
Particularmente, por receio de criar uma colônia de bactérias, eu usei ela misturada a um granulado de argila.
Absorve bem o mau cheiro e forma os benditos torrões que o granulado à base de argila nunca formou para mim.
Antes do granulado de madeira, essa era a combinação boa/barata para minhas caixas de areia.Ainda hoje eu indico essa combinação para quem tem poucos gatos e/ ou não quer investir um pouco mais em higiene.
Eu usava, para cada 4 kg de granulado de argila, 1 kg de farinha de mandioca crua e grossa.Dividia em 2 caixas essa mistura e trocava completamente a cada 6 ou 7 dias.Usava essa mistura para atender 4 gatos.

Atualmente, há o granulado à base de farinha de mandioca.Em duas versões: fino e grosso.
Realmente ele cumpre o que promete: forma torrões de verdade!E elimina os odores.Mas não é muito barato; ao menos por enquanto.
Você pode utilizar ele misturado ao granulado de argila comum, o que traz certo benefício ao bolso.Mas você pode usar as duas versões juntas, uma misturada à outra.Você elimina os torrões da caixinha de areia e o que sobra está, com certeza, livre de odores.
Para quem tem muitos gatos ela não é muito econômica, mas para quem tem até dois gatinhos, vale a pena.


Granulados a base de Sílica


"Os produtores dos grânulos a base de sílica se dizem os melhores, mas a concorrência afirma que a sílica é um produto cancerígeno e afeta a respiração do animal (propagandas da absorsol e Kitty cat deixam rastros de preocupação...).
Na verdade, existem estudos a respeito de trabalhadores que trabalham em minas, construções e lugares onde há manejo de certos materiais em forma de pó ou desprendimento ou subdivisão de materiais que contenham sílica livre e cristalina, como areia, concreto, certos minérios e rochas, jateamento de areia, etc. As doenças que esses minerais produzem são chamadas de Asbestoses e Silicoses e se desenvolvem somente em vias respiratórias. Mas, para que isso aconteça, o tamanho da partícula tem que ter entre 0,5 e 10 microns. O risco de adquirir silicose depende basicamente da concentração de poeira respirável, porcentagem de sílica livre e cristalina na poeira e a duração da exposição. Do pouco que se sabe sobre esse risco em gatos, acredita-se que é mais provável que tais resíduos possam piorar uma condição respiratória existente do que iniciar um quadro respiratório primário.
A grande maioria das pessoas que usam aprova quanto à durabilidade e quase sempre quanto ao cheiro. Mas quando ocorre do gato ter diarréia, parece que a coisa fica feia.

São proporcionalmente muito mais caras do que o tanto que deveriam durar a mais para compensar. Quem tem um só gato, ou até 3, pode até pensar em sílica por comodidade, mas certamente, para quem tem mais gatos o custo fica bem alto."

Há pessoas que utilizam sílica quando precisam observar a urina do gatinho.Nos casos em que se desconfia que o gatinho está urinando com sangue, por exemplo, a sílica é um grande aliado.Mas existem, também os granulados específicos para saber se há presença de sangue na urina do seu gatinho.
Não dá pra negar que a aparência da sílica na caixinha de areia é bem legal: tudo branquinho...Faz a gente enxergar que está tudo limpinho!
E, realmente, no quesito eliminação de odores, é imbatível.
Mas com os "contras" tão preocupantes, eu prefiro não arriscar.

Granulados à base de trigo


"Elogiados por quase todas as pessoas que provaram , os granulados à base de trigo parecem durar mais, segurar bem o cheiro e formar um torrão tão consistente que é necessário raspar o fundo da caixa (o que alguns consideram defeito e outros uma qualidade) assim como o granulado de Farinha de Mandioca.
Ainda valeria a pena se muitas pessoas não relatassem que seus gatos querem comer a areia. O fabricante afirma que o trigo é 100% atóxico.
Qual o problema em comer o granulo à base de trigo? Quanto ao trigo, certamente nenhum. Mas e o tal agente aglutinante que vem junto? Essa pergunta permanece sem resposta."



  OBS: Também já li que há pessoas que usam de ração de crescimento para pintinhos a ração para cavalos e porcos.Creio que, por não haver relatos na fonte aonde busquei essas informações(areiadegato.blogspot.com), não vale a pena pesquisar.
Existem granulados perfumados e até essências em granulos para misturar ao granulado...

Na Europa existe um granulado à base de Matéria Vulcânica(basicamente cinzas) chamado Celcat.Parece que na Patagônia ele também é usado.E além de todas as vantagens contra odores, ele pode ser reaproveitado como adubo para jardins(!!!) 
Mais informações:http://www.zeocel.pt/index.php/pt/celcat


O que vale a pena mencionar, com toda certeza, é que a higiene é muito importante!Gatos são animais extremamente limpos e é importante para o bem-estar dos nossos companheiros, que essa regra seja respeitada.
Devemos ter uma caixinha para cada gato(no mínimo) e uma a mais(se possível for) para evitar que eles usem outros lugares como banheiro.
Claro que, se o gatinho fizer suas necessidades fora da caixinha de areia, você deve se perguntar o porquê disto.
Gatos que fazem xixi ou cocô fora da caixinha de areia estão com algum problema: pode ser de saúde ou de comportamento.Seja como for, se você não conseguir solucionar acrescentando mais caixinhas de areia, procure um veterinário competente e peça ajuda.Ele saberá a melhor maneira de resolver essa questão.



MANTENHA A CAIXA DE AREIA SEMPRE LIMPA E PROCURE LAVÁ-LA AO MENOS UMA VEZ POR SEMANA, COM ÁGUA E SABÃO NEUTRO.UTILIZE O MELHOR GRANULADO QUE PUDER, LEVANDO EM CONTA O CUSTO-BENEFÍCIO NO SEU ORÇAMENTO.CASA COM CHEIRO DE XIXI E COCÔ DE GATO NÃO É LEGAL...

Como denunciar MAUS-TRATOS


"Os atos de crueldade e maus-tratos a animais configuram crime ambiental.Sempre que você presenciar uma cena de maus-tratos , avise as autoridades.Os direitos dos animais são garantidos por leis federais, e as autoridades são obrigadas a proceder a investigação dos fatos.


Como denunciar:

A pessoa que testemunhar a ocorrência de um crime de maus tratos contra animais
deve, imediatamente, acionar a polícia pelo 190 informando que está presenciando um
crime, cabe ao policial que atender a ocorrência conduzir a pessoa que cometeu o
crime a delegacia para que seja feito um Boletim de Ocorrênciaquando o fato já tiver
ocorrido a pessoa deve comparecer à delegacia mais próxima com provas testemunhais
e materiais e denunciar o fato, nos dois casos deve ser citado o artigo 32 da lei
Federal 9605/98. É importante levar uma cópia da Lei.

Nos dois casos é importante voltar no outro dia para representar a ocorrência.

Junte todo tipo de provas que você puder: fotos, filmagens, testemunhos de outras
pessoas, etc.

Se houver demora. ou omissão, entre em contato com o Ministério Publico 
ESTADUAL - Procuradoria de Meio Ambiente. Envie uma carta registrada descrevendo
a situação do animal, o Distrito Policial e o nome do delegado que o atendeu. Você
também pode enviar fax ou ir pessoalmente ao MP. Não é necessário advogado.

Os atos mais comuns de maus-tratos são:

      ·                    abandono;
      ·                    Manter o animal preso a corda ou corrente;
·                    manter animal preso por muito tempo sem comida;
·                    deixar animal em lugar impróprio e anti-higiênico;
·                    envenenamento;
·                    agressão física, covarde e exagerada;
·                    mutilação;
     ·                 utilizar animal em shows, apresentações ou trabalho que possa lhe   causar  pânico   e   sofrimento;
     ·                 não procurar um veterinário se o animal estiver doente;"

Maltratar animais é crime!   Não se cale, denuncie