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domingo, 22 de abril de 2012

LAGARTIXAS: saiba porque seu gato não deve caçá-las


Platinosomose é uma parasitose de felinos

 domésticos ou silvestres, causada por

 um trematódeo da espécie 

Platynosomum concinnum.

 Comumente ele habita os ductos biliares

 e vesícula biliar do gato ,mas pode ser

 encontrado no duodeno ou outras

porções proximas do intestino 

e ductos pancreáticos. 

Geralmente o quadro passa desapercebido,sem

 alterações clínicas, mas pode também ocasionar 

disfunções hepáticas graves, como colestase, 

colangiohepatite e cirrose.


O parasita é encontrado em áreas tropicais e 

subtropicais .O ciclo de vida é dependente de 

invertebrados como moluscos(caracóis), insetos 

terrestres(besouros) e lagartixas ou sapos, que estes

 são os últimos hospedeiros antes dos felinos. 

O gato ao caçar e ingerir estes animais acabam

 adquirindo os parasitas que estão encistados no 

fígado destes hospedeiros,das formas encistadas 

surgem as metacercárias que migram para se 

desenvolver nos ductos biliares.



Os sinais clinicos serão proporcionais ao grau de

 infestação,geralmente há diarréia 

mucoide,inapetência,perda de peso, anorexia e 

vômitos.

Se houver colestase poderá ser percebida à 

icterícia,hepatomegalia,anemia,ascite e aumento 

palpável da vesícula biliar.

No ultra-som pode ser observado dilatação de ductos 

biliares, dilatação vesicular e hepatomegalia.



A consequência do parasitismo intenso é a colestase 

e o desenvolvimento de um processo inflamatório 


hepático,o que pode causar uma colangite e até 

mesmo uma fibrose,em quadros crônicos.

Há relatos de associação de colangiocarcinoma com

 o parasitismo por Platynosomum,o que pode ser 

uma das causas desta neoplasia.

O diagnóstico,além da sintomatologia clínica,pode se 

feito pelo exame coprológico,pela análise das fezes

 através do método de sedimentação com formalina-éter.



É recomendado a administração de um colagogo 

antes,para aumentar a quantidade de ovos do

 parasita nas fezes,porque nem sempre a oviposição 

é suficiente para se detectar os ovos.

Assim,o óleo de milho ou gema de ovo,podem ser 

fornecidos para causarem a contração da vesícula

 biliar.


Entretanto,em casos graves geralmente há

 obstrução do fluxo biliar,o que impossibilita o

 sucesso do exame coprológico.

Quase sempre a 

laparotomia é necessária nestes casos.

Podendo-se ser diagnóstica e até 

terapêutica.

Recomenda-se a retirada de amostras da bile,para

 citologia e cultura bacteriana.

Podendo-se observar as alterações hepáticas

 macroscópicas e a coleta de fragmentos para a 

biópsia.

Um procedimento cirúrgico pode ser realizado para 

restaurar o fluxo biliar para o intestino,trata-se da

 colecistoduodenostomia,a anastomose da parede

 vesicular com o duodeno.


As principais alterações laboratoriais são a 

eosinofilia periférica,elevações das enzimas 

hepáticas(nem sempre) e a bilirrubinemia.



O tratamento é basicamente o cesticida praziquantel

 por três a cinco dias.

O sucesso dependerá do tempo

 e grau de infestação,e principalmente do grau de

 injúria sofrido pelo fígado.

Em quadros de colangites 

é recomendado o tratamento com corticóides.

O suporte deve ser feito com protetores 

hepáticos,fluidoterapia e alimentação enteral.

A platinosomose deve ser sempre incluída no 

diagnóstico diferencial de icterícia em gatos,

 principalmente em regiões de climas tropicais, e em

 animais de vida semi-livre, que possuem o hábito de 

caçar lagartixas e insetos, estes sendo sérios 

candidatos a albergarem e disseminarem o parasita.

Contribuição: Cris Martin

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